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O verdadeiro segredo sobre marketing de Influência

O verdadeiro segredo sobre marketing de Influência

capa do blog, azul , marketing de inflencia

Há mais de 10 anos trabalho com marketing digital, focado sempre em conseguir o que todos querem: VENDAS! E nunca soube que trabalhava também com o Marketing de influência.

No início era tudo muito estranho e me lembro que a primeira ferramenta efetiva de vendas era o e-mail marketing… veja bem, era uma época que tudo na internet era “must have”, eram os tempos dos pop outs, banners, e-mails spam, que nem eram chamados assim. Lembro-me exatamente quando foi que criei o primeiro e-mail marketing para na época uma marca infantil. E sim, eu mesma tirei as fotos dos produtos, fiz o layout tosco e pasmem, mandei um a um para o mailling de 200 clientes.

No dia seguinte, “magicamente” sugiram 73 clientes, e nunca vou me esquecer deste dia! As pessoas vinham perguntando sobre os produtos que eu havia enviado por e-mail com um texto bem simplório contando as qualidades das roupas, que eram feitas 100% no Brasil (naquela época os produtos importados estavam chegando de mansinho no país), e foi ai que eu comecei mesmo sem saber, trabalhar com marketing de influência! 

Como eu trabalhava com Marketing de Influência mesmo sem saber

A marca ficava bem próxima a grandes agências de publicidade. Do nada o boca-a-boca foi indo no meio daquela dezenas de mães e eu conhecia cada uma delas, porque elas sempre vinham procurando o macaquinho que haviam visto no e-mail, a vendedora não sabia do que se tratava e consequentemente vinha me chamar o tempo todo para mostrar quais eram as peças. Foi em um daqueles momentos mágicos que uma ideia veio a cabeça: Por que não criar uma comunidade e perfil no Orkut da marca e avisar por lá das novidades da marca? Lembro-me como se fosse ontem, o Orkut permitia que o usuário tivesse somente 10 fotos em um álbum de fotos, e por isso no perfil eu postava as novidades com o link que levava para o Fotolog, que na época também era possível postar 1 foto por dia e receber apenas 10 comentários.

Então eu (muito espertinha que era nos meus 19 anos), ia lá no perfil da marca e deletava todas as fotos do álbum e subia novas. Também ia na comunidade e conversava com as mães, falava para elas olharem o perfil da marca e conferir as novidade do dia no Fotolog. Com isso as vendas apenas subiam, e o que na época eu não reparava era a relação que as mães que utilizavam a comunidade estavam construindo, saiam do online e criavam amizade no offline, está ai o bendito marketing de influência.

Hoje as coisas não funcionam bem dessa maneira, mas também não são tão diferentes

Os tempos mudaram, as redes sociais mudaram, mas o que não mudou foi a relação humana, e a vontade de ouvir de alguém que faz parte de algum grupo de interesse em comum. Como no caso das mães, que estavam inseridas no mesmo momento de vida e vivendo as mesmas experiências, queriam se sentir ouvidas e vistas por outras mães para compartilharem experiências.

Quando eu olho para atrás e comparo com os dias de hoje ainda vejo a mesma situação, pessoas querendo compartilharem histórias e experiências com outras pessoas, seja para procurar identificação ou para ser inspiração. Só que nos tempos de hoje, com smartphones e toda a acessibilidade a informações, são muitas vozes a serem ouvidas, muita informação recebida de todos os lados. E a pergunta que vos faço: qual é a sensibilidade do ouvinte, no caso o usuário com a mensagem recebida? 

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Aos longos destes anos continuo a acreditar que as pessoas querem ser ouvidas e ouvir aquelas que dividem mesmo que intimamente algo em comum. Por isso, eu como key account da Post 2B, durante esses 3 anos, me tornei responsável por cuidar de diversas marcas e diversos segmentos, e sempre defendo desde a estratégia, até a publicação, a familiaridade do influencer em compartilhar com os seus seguidores aquilo que ele está sendo pago para divulgar.

O verdadeiro segredo

Nesta época em que vivemos onde os números são métricas importantes para medir o resultado de uma campanha, eu ainda acredito que o marketing de influência nada mais é do que pessoas falando com pessoas. Os números não devem ser a única forma de métrica quando falamos de marketing de influência. Nós como profissionais e influenciadores nunca podemos esquecer de que falamos com pessoas, que a matéria prima do nosso trabalho não é só uma foto bem feita, uma legenda com call action, o nosso trabalho (e no caso o meu na Post2B) é ter a sensibilidade de entender e pensar como uma consumidora qual é o produto ou serviço a ser divulgado, e entender como profissional qual é o influenciador digital que tem sinergia com a marca/serviço. Quem está passando por um momento pessoal que aquela publicidade soaria natural e verdadeiramente orgânica, qual é o prazer do influencer em falar de uma marca que ele é user lover, e garanto para você, esse é o verdadeiro segredo do marketing de influência: a identificação e a verdade por trás daquilo que você compartilha! 

 

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